“A esperança não é um sonho, mas uma maneira de traduzir os sonhos em realidade”. A frase de otimismo do cardeal Suenens é o horizonte que o Águia de Marabá terá hoje à noite, a partir das 19h, no estádio Arena da Floresta, para vencer o Rio Branco (AC). A esperança dos aguianos é conseguir no mínimo um empate em solo inimigo e seguir firme no Campeonato Brasileiro da Série C, para então continuar lutando pelo sonho de disputar a Série B de 2010.
O Águia está preparado. Depois de mais de 15 horas de viagem de Marabá até a capital acreana para chegar com antecedência ao local da partida, o momento é de pura reflexão e concentração dos jogadores do Azulão. O técnico João Galvão passou a semana inteira tentando colocar na cabeça dos atletas a importância do jogo de hoje para o pouco mais de dez anos de futebol profissional que o clube possui. Apesar de todo o mistério feito pelo comandante marabaense, sabe-se que o time deve jogar no esquema 3-5-2. Os onze jogadores escalados para a considerada “Batalha da Arena” devem ser aqueles mesmos de “velhos carnavais” do Águia. Os “guerreiros” liderados por Galvão deverão andar unidos em busca de um resultado, no mínimo, igual. Mas, vencer, esse sim é o lema inicial do clube da região Sudeste do Estado. Os marabaenses já são considerados como algozes do time acreano. Na Terceirona do ano passado, no mesmo palco do jogo de hoje, o Azulão aplicou uma virada sensacional – o Rio Branco vencia o jogo pelo placar de 2 a 0 e jogava com um homem a mais. O resultado, além de tirar o time acreano da briga por uma vaga a Série B, acabou com a demissão do então técnico Pedrinho Rocha. Outro fator que dá vantagem ao clube paraense é com relação ao retrospecto com o Estrelão. Em cinco confrontos entre as duas equipes, o Águia soma três vitórias, um empate e apenas uma derrota, mas observa-se que o Rio Branco soma um gol a mais que os aguianos – seis contra cinco gols. Porém, hoje à noite será outra história. Duas equipes lutando pela classificação e contra o rebaixamento à Série D. Um duelo emocionante. (Diário do Pará)
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