08 junho 2010

tabu sem títulos para o interior persiste - há mais de 100 anos.


TYLON MAUÉS
Portal ORM
Charles teve o mérito de aglutinar ao seu redor um grupo que estava por um fio de se desestruturar. Mas todo o trabalho vencedor tem um preço. Os cabelos brancos a mais mostram o seu desgaste. O choro de Guerreiro após a partida pode ter muitos significados, desde a coroação de um trabalho árduo até a resposta àqueles que tanto o pressionaram. Foi isso que o levou a dizer após o apito final que dificilmente fica à frente do clube no Brasileiro da Série C. Mais do que choro de emoção pelo título, ele tem que ser traduzido também como um desabafo à falta de respeito por alguém que tem mais história no Paysandu que qualquer dirigente atual.

O título foi decidido pelas duas melhores equipes paraenses na atualidade, os clubes que mais investiram para a competição. O Paysandu levou a melhor porque tem mais recursos, que minimizaram o começo de trabalho equivocado. O Águia foi mais certeiro, indo até o final com o grupo que formou desde o início.

O Papão foi campeão com dois treinadores. Luís Carlos Barbieri começou o trabalho finalizado por Charles Guerreiro. Apesar de todas as críticas, o treinador paulista tem que ser lembrado por ter dado ao clube sua joia mais rara em muitos anos: o atacante Moisés estava encostado na Curuzu, com grandes chances de ser emprestado mais uma vez. Mas Barbieri apostou no potencial do artilheiro do Parazão. Treze gols depois, Moisés prova que o paulista estava certo.

Charles teve o mérito de aglutinar ao seu redor um grupo que estava por um fio de se desestruturar. Mas todo o trabalho vencedor tem um preço. Os cabelos brancos a mais mostram o seu desgaste. O choro de Guerreiro após a partida pode ter muitos significados, desde a coroação de um trabalho árduo até a resposta àqueles que tanto o pressionaram. Foi isso que o levou a dizer após o apito final que dificilmente fica à frente do clube no Brasileiro da Série C. Mais do que choro de emoção pelo título, ele tem que ser traduzido também como um desabafo à falta de respeito por alguém que tem mais história no Paysandu que qualquer dirigente atual.

O título bicolor foi justo. Nenhum outro time jogou tão bem quanto o bicolor em alguns momentos do Parazão. Ontem, por mais que o Águia tenha começado melhor, o Papão teve mais autoridade.
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