21 fevereiro 2011

Tuna e Remo empatam no clássico

Leão e Tuna fazem jogo abaixo da média no mangueirão e se prejudicam, por razões diferentes, na tabela

Amazonia Jornal
Fotos de  Antonio Cicero / Fotoarena


Remo e Tuna Luso fizeram um clássico morno na tarde de ontem, no Mangueirão, e acabaram empatando sem gols. O resultado foi ruim para ambas as equipes. O Leão Azul, com 14 pontos, perdeu a liderança para o Paysandu, que havia goleado o Águia de Marabá, por 5 a 2, na quarta-feira passada. Enquanto isso, a Águia do Souza chegou aos sete pontos e ficou mais longe da vaga na fase semifinal. Na última rodada, terá que vencer o Cametá, fora de casa, para seguir na briga pela Taça Cidade de Belém. O time azulino, por seu turno, precisa superar o Independente, no Baenão, e torcer para um tropeço do Papão diante do lanterna e já eliminado São Raimundo, em Santarém.




A apatia ofensiva dos dois times foi tão grande que os goleiros Adriano e Léo Rodrigues podem dizer que saíram de campo sem sujar o uniforme. Ambos não precisaram fazer nenhuma defesa importante durante os mais de 90 minutos do clássico. O torcedor remista, maioria nas arquibancadas, não precisou de muito tempo para perceber que alguma coisa estava errada. Vaiou no fim do primeiro tempo, vaiou no meio do segundo e no fim do jogo. Só Adriano, o eterno "Paredão do Baenão" foi poupado.




O Remo iniciou o clássico com a mesma escalação que derrotou o Paysandu (3 a 1), mas não repetiu nem de longe a boa atuação do Re x Pa. Ontem, a principal arma do time não funcionou. Pela direita, Elsinho errou todos os cruzamentos. Pela esquerda, Marlon também não teve sucesso. Nem mesmo as bolas paradas deram resultado. "A bola não passava do primeiro pau e acabava sempre nas mãos do Adriano", constatou o técnico Paulo Comelli.




O meio-campo remista também não estava num bom dia e, para completar, ainda perdeu o armador Thiaguinho aos 15 minutos de jogo - ele sofreu uma entorse no joelho direito, após choque com Adriano Miranda. Sem a velocidade do meia no setor, o Remo se entregou à eficiente marcação da Lusa. Do outro lado, a grande contratação da Lusa não jogou. Depois de toda a espera para a legalização do jogador, o atacante Adriano Miranda parou na marcação do Remo e acabou deixando Felipe Mamão isolado. Foi substituído.



Com um pouco mais de volume de jogo, pode se dizer que o Remo dominou a primeira etapa, criando pelo menos três chances de marcar. Na primeira, aos 12 minutos, Ró atrapalhou a cabeçada de Marlon, após cruzamento de Elsinho. Na segunda, aos 27, foi a vez de Leo Franco perder cara a cara com Adriano, após falha na marcação de Bruno Oliveira. Aos 35, Marlon fez boa jogada individual, passou por dois marcadores e chutou por cima da meta rival.




Na volta para o segundo tempo, o técnico Paulo Comelli procurou dar mais criatividade ao meio de campo de sua equipe, trocando o volante Mael, já pendurado com um cartão amarelo, pelo estreante Adriano Pardal, um meia-atacante de ofício. O Remo até melhorou um pouco, mas Flávio Goiano respondeu colocando um quarto volante em campo, quando tirou o armador Alexandre Chaves para a entrada de Pitbull.




Na tentativa de dar mais dinâmica à equipe, Comelli tirou o improdutivo Leo Franco para colocar Fininho. O ex-tunante deu mais velocidade ao Remo, mas os erros de passe no meio de campo atrapalhavam demais o Leão. Mesmo assim o time azulino chegou ao gol. Aos 28, Marlon cruzou da esquerda e Paulo Sérgio chegou a mandar a bola para a rede, mas o árbitro viu antes uma falta do zagueiro remista em Bruno Prado.




Aos poucos, a Tuna foi se acertando em campo e, a partir das mexidas feitas por Flávio Goiano, o time cruzmaltino passou a criar problemas para a defesa remista. Mas o crescimento mesmo só veio nos minutos finais, quando André Barata e Fabinho puxaram dois contragolpes, respectivamente, aos 38 e 42 minutos de jogo na etapa final. Antes, aos 40, Fininho desperdiçou boa chance de dar a vitória ao Remo. Após tabela com Rafael Granja, na entrada da área, ele mandou a bola por cima da meta de Adriano. Ao final, as torcidas foram para casa decepcionadas com a falta de ousadia de suas equipes.

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