22 setembro 2013

Jornalistas do Diário do Pará e do Portal Diário Online,entram em greve

Do portal Comunique-se
Escrito por Jacqueline Patrocinio
Jornalistas do Diário do Pará e do Portal Diário Online decidiram parar suas atividades por tempo indeterminado em protesto por melhores condições de trabalho. A greve, que também reivindica piso salarial justo, será iniciada nesta sexta-feira, 20.
Ao Comunique-se, o grupo revelou que vive em situação crítica, com sujeira e computadores insuficientes na redação. “Nós estamos buscando o apoio da imprensa nacional para chamar atenção para o caso. Cerca de 90% dos funcionários estão apoiando a causa”, disse um representante do movimento grevista, que pediu para que não fosse citado nominalmente nenhum integrante.
Desde abril, o Sindicato dos Jornalistas doPará (Sinjor-PA) tenta diálogo com a direçãoda Rede Brasil Amazônia de Comunicação (RBA), afiliada da Band, grupo do senador Jader Barbalho, presidente do PMDB-PA. A negociação visa cumprimento dos direitos trabalhistas, como pagamento de hora-extra.
O Grupo RBA paga apenas R$ 1.000 brutos para repórteres, um dos salários mais baixos da categoria no Pará. Com descontos, a remuneração chega a R$800. Os funcionários denunciam que jornalistas são contratados ilegalmente, sem registro na carteira de trabalho.
“Não deixaremos que a ameaça de demissão e o assédio moral voltem a calar qualquer um de nós”, afirma o grupo, em carta aberta. Os profissionais denunciam que à noite, próximo ao horário do fechamento, precisam revezar computadores porque não há nem mesmo onde sentar por falta de cadeiras e computadores suficientes.
Na última semana, a produtora da TV RBA Cristiane Paiva, foi demitida após reproduzir no Facebook uma cópia de seu contra-cheque. A segunda demissão ocorreu logo em seguida. O repórter Leonardo Fernandes foi dispensado sem justificativa, tendo trabalhado cinco anos na empresa – dois deles sem carteira assinada.
O assédio moral também já está se tornando mais visível no DOL, afirma o grupo. “Queremos que a família Barbalho entenda que o compromisso com a informação de qualidade não pode ser menosprezado e, com isso, se disponha a garantir um mínimo de condições decentesparaque seus funcionários cumpram com sua função social de informar bem a nossa população”, finaliza o grupo. A reportagem tentou contato com a direção da empresa, que não se manifestou.
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