16 janeiro 2011

O indígena Aru chega para reforçar a Tuna

O atacante de origem indígena Aru, contratado na semana passada pela Tuna Luso Brasileira para a temporada 2011, está muito confiante para o novo desafio da sua carreira. Iniciou tarde a carreira profissional, em 2009, aos 22 anos, e atuou pelo Time Negra Kyikatêjê por duas oportunidades, além de uma passagem rápida pelo Olaria, no fim do ano passado, onde nem chegou a atuar.
O jogador recebeu a reportagem em sua casa, localizada no bairro do Coqueiro, em Ananindeua. Devidamente caracterizado como índio, com pintura nos braços e no rosto, além estar vestido com o uniforme do Time Negra, Aru contou um pouco sobre sua vida, seus sonhos e a vontade que tem de brilhar com a camisa cruzmaltina. Apesar de possuir ascendência indígena, o atacante não foi criado em uma aldeia. “Meus pais tiveram um problema na aldeia e nós fomos morar na cidade (Marabá). Com 15 anos, morei um tempo na aldeia, mas logo voltei pra minha casa, porque minha escola ficava longe”, afirma o atleta. Com dez irmãos, Aru passou por dificuldades quando era mais novo.
Seus pais tinham dificuldades em sustentar a família, ocasionado pelo elevado número de filhos e também pelo preconceito que sofriam na cidade de Marabá, influenciado pela ascendência indígena. Apesar disso, o atacante e seus irmãos não abandonaram os estudos e o resultado final são oito filhos com diplomas acadêmicos. Apesar de não ser formado, Aru se comunica muito bem, diferente até da maioria dos boleiros, que comentem vários erros de português em uma entrevista. “A comunidade indígena é minha vida. Gosto de me pintar nas partidas para representar meu povo. Isto (pinturas) representa alegria para nós (índios). Quando eu entro em campo, procuro estar sempre alegre”, comenta.
Na Tuna, o jogador sabe que esta pode ser a chance da sua vida para decolar sua carreira. Atuando como centroavante, ele irá disputar espaço no time titular com Fabinho e Kanu. Ciente da responsabilidade, o atleta gostou do ambiente encontrado na Lusa. “Apesar do pouco tempo que passei aqui, gostei do ambiente, todo mundo me tratou muito bem. Espero fazer um bom campeonato e ser campeão na Tuna”. (Diário do Pará)
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