17 janeiro 2011

Paulo Ferrer, um dos maiores adeptos da Tuna Luso e a entradas de sapo no gramado para ajudar o time...

Valeu até sapo no gramado

Faça chuva, faça sol, se a Tuna Luso está em campo, pode ter certeza, o radialista aposentado Paulo Ferrer, 70 anos, está nas arquibancadas ou melhor, com a cara colada no alambrado empurrando o time do coração e, em alguns momentos, "elogiando" árbitro e assistentes. O ritual acontece desde que esse goiano desembarcou em Belém vindo de sua cidade de Anápolis/GO. Wálter José da Conceição, este é seu nome verdadeiro, é, talvez, o mais folclórico dos torcedores tunantes. Só para se ter uma ideia, ele já chegou a levar um saco cheio de sapo para assustar o goleiro do time adversário, que ele soube ter pavor ao anfíbio.

O amor à Lusa nasceu em 1969, quando ele desembarcou em Belém. "Foi a amor a segunda vista. Antes de me decidir pela Tuna, assisti a um Re x Pa, mas os times não mexeram com o meu coração. Só na segunda vez que foi ao estádio para ver Tuna e Sport tomou a decisão de ser tunante. "Para o resto da vida", como diz. "A Tuna venceu o jogo por 5 a 0. Sai do estádio entusiasmado com a equipe da Tuna. Era um timaço", recorda.

A história dos sapos é contada por Ferrer em detalhes. "A Tuna precisava vencer o Fortaleza/CE para ir para o triangular final da Taça de Prata", lembra. "Soube dias antes que o goleiro deles, o Salvino, que era um grande arqueiro, tinha repulsa a sapo. Contratei um garoto para me arrumar um sapo, que eu pretendia soltar atrás do gol do time deles. O moleque apareceu com um saco cheio e jogou por cima do alambrado. O gramado estava molhado e quando o Salvino viu aquilo ficou apavorado. Ganhamos o jogo por 5 a 1 e fomos à fase seguinte", recorda.

Sofrendo de diabetes, Ferrer quase não tem ido aos estádios. Mas com a Lusa classificada para a fase principal, ele promete voltar a incentivar seu time e, de quebra, perturbar árbitros e bandeirinhas. "Agora volto a ter mais motivação", revela. Em tantos anos de arquibancada, ou melhor, de alambrado, Ferrer diz ter visto uma série de grandes jogadores com a camisa lusa. "Mas os melhores mesmos foram o Omar (goleiro) e o Mesquita (meia)", aponta. (Nildo Lima do Amazonia Jornal).
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