19 dezembro 2011

Entrevista com o "Capacidade"

Deu no DOL

Na última quarta-feira (14), os sócios e beneméritos da Tuna Luso Brasileira se mobilizaram para a realização da primeira eleição aberta do clube. E foi com mudanças importantes, e um projeto de recolocar a Tuna entre os principais clubes sociais do Pará, que Fabiano Bastos conseguiu sua reeleição, por isso o Bola conversou com o presidente para saber um pouco mais da atual Tuna e do futuro cruzmaltino.

Bola: O senhor vai para mais um mandato na Tuna, o que atribui para o sucesso da reeleição?
FB: Acredito que foi o trabalho que nós desempenhamos nesses três últimos anos. Pegamos a Tuna atolada em dívidas, onde nem podíamos emitir um cheque pela instituição, cujo nome estava sujo. Agora, não que tudo já esteja resolvido, e ainda vai demorar um pouco, mas os sócios estão gostando do que a gente vem fazendo e eles estão conseguindo enxergar uma luz no final do túnel.

Bola: Quando o senhor assumiu pela primeira vez, como encontrou o clube?
FB: Envelhecido. Não estavam gerindo a Tuna, mas apenas mantendo ela. Faziam uma política para mantê-la viva. Só que a derrocada do clube começou quando a comunidade portuguesa, que investia pesadamente no social e futebol profissional, ficou insatisfeita com as administrações não transparentes anteriormente e saiu para o Grêmio Literário Português. Sobretudo, o que realmente pesou, foi quando venderam para boa parte dos 4000 sócios pagantes o título de sócios remidos. Dessa forma, muitos deixaram de contribuir mensalmente.

Bola: Como o presidente pretende reverter esse quadro?
FB: Bom, primeiramente temos que reformar o clube como um todo. Muitos sócios deixam de vir aqui, pois não oferecemos uma comodidade e qualidade adequada, por isso estamos tentando investir na infraestrutura, como renovar o piso do salão social, por exemplo, oferecer um restaurante e lanchonete de melhor qualidade. Meio que resgatar os bons serviços que eram oferecidos aos sócios nas décadas passadas. Em seguida, vamos ao resgate da marca Tuna. Sabemos que ela é forte, entretanto mal aproveitada. Vamos trabalhar com uma diretoria de marketing para vender melhor o nosso clube.

Bola: Em boa parte do país, o futebol profissional que sustenta o clube social, porém, na Tuna as coisas se mostraram ao contrário. Pode-se afirmar que a baixa arrecadação do social tirou a Tuna dos trilhos no futebol?
FB: Com certeza. Hoje, estou tentando separar o futebol profissional da parte social, porque somente assim conseguiremos gerir as duas partes. Porque na situação atual a gente tem que tirar dinheiro do clube para colocar no futebol, e mesmo assim não é o suficiente, assim nem o futebol nem o social ganham.

Bola: Como a Águia Guerreira poderá ressurgir para o futebol local e nacional?
FB: Temos que dar o valor necessário à base do clube. Nós revelamos grandes jogadores aqui, e temos que retornar a fazer esse grande trabalho que fazíamos tempos atrás. Com um time formado basicamente com atletas daqui, além de reduzir os gastos com a contratação de jogadores de fora, existirá um comprometimento de todos para levar a Tuna a ser grande no futebol novamente. (Diário do Pará)
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